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    January 06

    the cat and the moon yeats

     
     
    The cat went here and there
    And the moon spun round like a top,
    And the nearest kin of the moon,
    The creeping cat, looked up.
    Black Minnaloushe stared at the moon,
    For, wander and wail as he would,
    The pure cold light in the sky
    Troubled his animal blood.
    Minnaloushe runs in the grass
    Lifting his delicate feet.
    Do you dance, Minnaloushe, do you dance?
    When two close kindred meet,
    What better than call a dance?
    Maybe the moon may learn,
    Tired of that courtly fashion,
    A new dance turn.
    Minnaloushe creeps through the grass
    From moonlit place to place,
    The sacred moon overhead
    Has taken a new phase.
    Does Minnaloushe know that his pupils
    Will pass from change to change,
    And that from round to crescent,
    From crescent to round they range?
    Minnaloushe creeps through the grass
    Alone, important and wise,
    And lifts to the changing moon
    His changing eyes.
     

     

     

     

     

     

     

    December 30

    destruição carlos drummond de andrade


     
     
     
    Os amantes se amam cruelmente
    e com se amarem tanto não se vêem.
    Um se beija no outro, refletido.
    Dois amantes que são? Dois inimigos.

    Amantes são meninos estragados
    pelo mimo de amar: e não percebem
    quanto se pulverizam no enlaçar-se,
    e como o que era mundo volve a nada.

    Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
    que os passeia de leve, assim a cobra
    se imprime na lembrança de seu trilho.

    E eles quedam mordidos para sempre.
    deixaram de existir, mas o existido
    continua a doer eternamente.
     
     

     

     


    October 13

    resumo de os livros malditos de jacques bergier

    O LIVRO DE TOTH

    Toth é um personagem mitológico, mais deus que homem que, por todos os documentos egípcios que possuímos, precedeu o Egipto. No instante do nascimento da civilização egípcia, os sacerdotes e os faraós tinham em seu poder o Livro de Toth, constituído, provavelmente, de um rolo manuscrito ou de uma série de folhas que continham os segredos de diversos mundos e que davam poderes consideráveis aos seus detentores. De acordo com os documentos, este livro permitia ver o Sol face a face. Dava o poder sobre a Terra, o oceano, os corpos celestes. Dava o poder de interpretar os meios secretos usados pelos animais para se comunicarem entre si. Permitia ressuscitar os mortos e agir à distância. Tudo isto nos é relatado nos livros egípcios da época. Khanuas queimou o original ou pretendeu fazê-lo. O mesmo texto, dizendo que esse livro foi destruído no fogo mas é indestrutível pois foi escrito com fogo, é contraditório. 

    AS ESTÂNCIAS DE DZYAN

    No Cairo, Madame Blavatsky viveu com um mágico, de origem copta. Este revelou-le a existência de um livro maldito, muito perigoso, mas que ele lhe ensina a consultar por clarividência. O original, segundo o mágico, estaria num mosteiro do Tibete e revelaria segredos provenientes de outros planetas e referentes a uma história de centenas de milhões de anos.

    K. H. troca correspondência com Madame Blavatsky. Uma parte dessas cartas foi publicada. Entre outras coisas, falavam do perigo das armas construídas com energia atómica, e da necessidade, consequentemente, de guardar certos segredos. Madame Blavatsky, mulher inculta, tornava-se, bruscamente, a pessoa melhor informada do século XIX, no que concerne às ciências. É suficiente ler livros como “A Doutrina Secreta”, “Ísis Desvendada”, “O Simbolismo das Religiões”, livros estes que ela assinou, para constatar uma imensa cultura que ia da linguística (ela foi a primeira a estudar a semântica do sânscrito arcaico) até a física nuclear, passando por todos os conhecimentos de sua época, da nossa, e por algumas ciências ainda não inventadas.

    Esta pretendeu sempre que suas informações provinham das Estâncias de Dzyan. A dada altura começou a receber advertências: se ela não restituísse o exemplar das Estâncias de Dzyan, uma infelicidade cairia sobre ela. Com efeito, em 1860 ela adoece. Durante três anos preambulou pela Europa como se estivesse sendo perseguida. Organiza uma entrevista colectiva para apresentar as Estâncias de Dzyan, pensando, assim, suprimir a ameaça. Mas o manuscrito desapareceu de um cofre-forte, moderno para a época, que se encontrava num grande hotel.

    O SEGREDO DO ABADE TRITHÈME

    Trithème reuniu no mosteiro de Saint-Martin a biblioteca mais rica da Alemanha, que se compunha, essencialmente, de manuscritos. O livro, em oito volumes, que reunia suas buscas e que continha os segredos de um incrível poder, chamava-se Steganographie. O manuscrito completo foi destruído pelo fogo sob as ordens do Eleitor Philippe II, que o encontrou na biblioteca de seu pai e ficou aterrorizado. Que havia nessa Steganographie? Segundo o próprio: O primeiro livro contém e mostra mais de cem maneiras de escrever secretamente, e sem nenhuma suspeita, tudo o que quisermos e não importa em que língua conhecida, sem que se possa suspeitar o teor, e isto sem metátese nem transposição de letras, e também sem nenhum temor nem dúvida que o segredo possa ser conhecido por alguém, a não ser aquela a quem cabalisticamente eu tiver ensinado essa ciência, ou àquela a quem meu binário cabalisticamente transmitir. No segundo livro, tratarei de coisas ainda mais maravilhosas, que se aliam a certos meios, graças aos quais, de maneira segura, posso impor minha vontade a qualquer pessoa que receberá o sentido de minha ciência, o mais longe que esteja, mesmo a mais de cem léguas de mim, e isto sem que me possam suspeitar de empregar sinais, figuras ou quaisquer outros caracteres, e se uso para isso um mensageiro e que ele seja preso a caminho, nenhum rogo, ameaça ou promessa, nem mesmo a violência poderá obrigar esse mensageiro a descobrir meu segredo, pois dele não terá nenhum conhecimento.

    Parece-nos que Trithème teria encontrado um meio, manipulando símbolos a partir da linguagem, de produzir efeitos que podem ser constatados por outros espíritos a grande distância, e que permitiria controlar tais espíritos.

    O QUE JOHN DEE VIU NO ESPELHO NEGRO

    Matemático distinto, especialista nos clássicos, John Dee inventou a ideia de um meridiano de base: o meridiano de Greenwich. Foi o primeiro a fazer espionagem industrial, pois levou à Inglaterra, por conta da Rainha Elizabeth, uma quantidade enorme de segredos de navegação e fabricação. Em 1563, numa livraria de Anvers, encontrou um manuscrito, provavelmente incompleto, da Steganographie de Trithème. Ele a completou e pareceu ter chegado a um método quase tão eficaz quanto o de Trithème. Um ser sobre-humano envolto em luz, apareceu-lhe. John Dee chamou-o anjo, para simplificar. Esse anjo deixou-lhe um espelho negro que existe ainda no Museu Britânico. É um pedaço de antracite extremamente bem polido. O anjo disse-lhe que olhando através do cristal veria outros mundos e poderia ter contato com outras inteligências não-humanas, ideia singularmente moderna. Anotou as conversações que teve com seres não-humanos e um certo número foi publicado em 1659 por Meric Casaubon, sob o título “A true and faithfull relation of what passed between Dr. John Dee and some spirits”. Um certo número de outras conversações é inédito e os manuscritos encontram-se no Museu Britânico. A maior parte das notas tomadas por John Dee e dos livros que preparava, foram destruídos. Entretanto, restam-nos suficientes elementos para que possamos reconstituir a língua que esses seres falavam, e que Dee chamou a Língua Enochiana. É a primeira linguagem sintética, a primeira língua não-humana de que se tem conhecimento. É, em todo caso, uma língua completa que possui um alfabeto e uma gramática.

    O MANUSCRITO VOYNICH

    O Duque de Northumberland havia pilhado um grande número de mosteiros sob o reinado de Henrique VIII. Num deles, encontrou um manuscrito que sua família comunicou a John Dee, cujo interesse por problemas estranhos e textos misteriosos era bem conhecido. Segundo os documentos encontrados, tal manuscrito havia sido escrito por Roger Bacon. Dee ofereceu o manuscrito ao Imperador Rodolfo. Após múltiplas atribulações, o documento parou no livreiro Hans P. Kraus, de New York, onde foi vendido em 1692, pela soma de 160.000 dólares. Não é caro, sendo um livro que contém todos os segredos do mundo. Aparece em forma de brochura de 15 por 27 cm, sem capa e, segundo a paginação, faltando 28 páginas. O texto é colorido em azul, amarelo, vermelho, castanho e verde. Os desenhos representam mulheres nuas, diagramas (astronômicos?) e quatrocentas plantas imaginárias. A escrita parece uma escrita medieval corrente. O exame grafológico permite concluir que o escriba conhecia a língua que utilizava: copiou-a de maneira corrente e não letra por letra. O código empregado parece simples, mas não se encontra maneira de decifrá-lo.

    O MANUSCRITO MATHERS

    O manuscrito Mathers, como a Steganographie e o manuscrito Voynich, está em código. É um código de dupla transposição relativamente simples, o que permitiu uma decifração. Essa decifração mostra a aventura oculta mais extraordinária de nossa época, a da Ordem Golden Dawn. Mostra, também, a redacção de um conjunto de documentos mágicos, logo malditos, que nunca seria publicado.

    O LIVRO QUE LEVA À LOUCURA: EXCALIBUR

    Lafayette Ron Hubbard foi um explorador e um oficial da marinha americana, um dos melhores autores americanos de ficção científica e do fantástico. Durante a Guerra de 1940, em virtude de um ferimento que recebeu num combate com os japoneses, sofreu a experiência da morte clínica. Foi reanimando, mas parece ter-se conscientizado que não o fora por vias normais, e ter tido percepções e sensações que nunca pôde suficientemente explicar. Assim é que, depois da guerra, ele passou a meditar, sistematicamente, sobre o sistema nervoso humano. Acabou concebendo uma nova teoria que baptizou de dianética. A teoria geral da dianética admite, como Freud, um inconsciente, mas enquanto o inconsciente freudiano é extremamente astucioso, o inconsciente de Hubbard é sobretudo estúpido. Obrigava-nos a fazer as piores asneiras, sendo totalmente literal e incapaz de transcender o significante, e composto de registros ou engramas. O inconsciente de Hubbard forma-se muito cedo, notadamente durante a vida do feto. Se chegássemos a desembaraçar um cérebro de todos esses significantes, anuncia triunfalmente Hubbard, produziríamos um sujeito perfeitamente “claro”. Esse sujeito “claro”, desprovido de qualquer complexo, inteiramente são espiritualmente, constituiria o embrião de uma espécie humana nova, próxima ao sobre-humano. Tendo reflectido sobre os defeitos da dianética, Hubbard chegou à conclusão de que esta não tratava senão das cicatrizes psíquicas devidas aos acontecimentos dessa vida terrestre, e em nenhum caso as feridas adquiridas em vidas anteriores. Criou uma nova disciplina: a cientologia. Com um desenvolvimento lento e progressivo, a cientologia conheceu um crescimento constante que fez com que, em 1971, o movimento cientologista constituísse uma força mundial que inquietou muita gente. Tal movimento tem muito dinheiro, não se sabe de que fonte. Hubbard escreveu outros livros além de “Scientology”. Notou pela informação de amigos próximos, algumas lembranças de suas vidas anteriores. Tais lembranças, segundo ele, provinham de uma grande civilização galáctica da qual somos uma colónia perdida. Reuniu essas lembranças num livro chamado Excalibur, que deu a ler a alguns voluntários. Estes ficaram loucos e seriam internados: nem a dianética, nem a psicanálise, nem a cientologia, nem mesmo os medicamentos que se conhece puderam fazer algo por eles.

    O CASO DO PROFESSOR FILIPPOV

    Na noite de 17 para 18 de outubro de 1903, o sábio russo Mikhail Mikhailovitch Filippov foi encontrado morto em seu laboratório. A polícia apreendeu todos os trabalhos do sábio, notadamente o manuscrito de um livro que seria a sua 301º publicação. O livro apreendido chamava-se: “A Revolução pela Ciência ou o fim das Guerras”. Filippov havia dito a amigos que havia feito uma prodigiosa descoberta: havia encontrado um meio de transmitir por rádio, sobre um feixe dirigido de ondas curtas, o efeito de uma explosão. Escrevera numa das cartas que foram encontradas: “Posso transmitir sobre um feixe de ondas curtas toda a força de uma explosão. A onda explosiva se transmite integralmente ao longo da onda electromagnética portadora, o que faz com que um cartucho de dinamite explodindo em Moscow possa transmitir seu efeito até Constantinopla. As experiências feitas mostram que tal fenómeno pode ser produzido a milhares de quilómetros de distância. O emprego de uma tal arma na revolução faria com que os povos se levantassem e as guerras se tornassem totalmente impossíveis.”Compreende-se que uma ameaça desse tipo tenha espantado o imperador e que o necessário seria uma acção rápida e muito eficaz.

    A DUPLA HÉLICE

    A obra do Padre James D. Watson, A Dupla Hélice, encontra-se, actualmente, em todas as livrarias. James D. Watson nasceu em Chicago, no ano de 1928; em 1950 doutorou-se em ciências pela Universidade de Indiana e trabalhou, em seguida, em Copenhagem e em Cambridge, onde fez extraordinárias descobertas no domínio da hereditariedade. Em 1962, ele recebeu o Prémio Nobel, juntamente com Francis Crick e Maurice Wilkins, pela descoberta da estrutura molecular do ácido “hereditário” ADN. As consequências da descoberta de Watson e de seus colegas foram estudadas por grupos de especialistas e uma tábua foi feita, que aparece no livro de g. Rattray Taylor, “A Revolução Biológica”. Uma tábua análoga à estabelecida pelos peritos da Rank Corporation.

     

    Primeira fase daqui ao ano 1975:

    s         Transplante sistemático de membros e órgãos.

    s         Fertilização de óvulos humanos em tubos de ensaio.

    s         Implantação de óvulos fertilizados em uma mulher.

    s         Conservação indefinida de óvulos e espermatozóides.

    s         Determinação, à vontade, do sexo.

    s         Retardamento indefinido da morte clínica.

    s         Modificação do espírito por drogas e regulamentação dos desejos.

    s         Possibilidade de apagar-se a memória.

    s         Placenta artificial

    s         Vírus sintéticos.

     

    Segunda fase daqui ao ano 2000:

    s         Modificação do espírito e reconstrução da personalidade.

    s         Ordenamento da memória e reescrita da memória.

    s         Crianças “produzidas” artificialmente.

    s         Organismos completamente reconstruídos.

    s         Hibernação.

    s         Prolongamento da juventude.

    s         Animais reproduzidos por enxerto.

    s         Organismos monocelulares fabricados por síntese.

    s         Regeneração de órgãos.

    s         Hibridez homem-animal do tipo quimera.

     

    Terceira fase depois do ano 2000:

    s         Supressão da velhice.

    s         Síntese de organismos vivos completos.

    s         Cérebros destacados do corpo.

    s         Associação entre o cérebro e o ordenador.

    s         Levantamentos e inserção de gens.

    s         Seres humanos reproduzidos por enxerto.

    s         Ligações entre cérebros.

    s         Hibridez homem-máquina.

    s         Imortalidade.

     

     

     

     

    September 11

    slow train to dawn the the

     

    580025

     

     

    I followed that bead of sweat,
    To the small of your back,
    From the nape of your neck,
    Lightin' it up, with every drag upon my cigarette.

    It can run, but it can't hide--
    Like the unspoken feelings on your mind.
    I'm too tense to be tender,
    Your too weak to be true.
    You try to make it easier upon yourself,
    By makin' it hard on you!
    But it's the lies in your eyes
    That make me wanna cry--
    It's just sometimes i get so lonesome
    --i could die.

    I'm just another western guy,
    With desires that i can't satisfy
    So all the love i gave to you
    Means nothing at all.
    Dear god, god, god, this slow train to dawn.

    So are you lying when you say you love me.
    I'm lying when i say i don't--
    We've opened our hearts to let each other look in,
    To have and to hold,
    But it's the words that remain unsaid,
    That are the words i wanna hear you speak,
    I bet the birds start singing, & the sun comes up,
    Before we fall asleep--

    Oh the tears in your eyes, just make me wanna cry,
    It's just sometimes i get so lonesome--i could die!!

     

     

    September 05

    excerto de a noiva judia pedro paixão

     

    foi a teu lado que me deitei pela
    primeira vez num prado, lembras-te?
    foi a teu lado que olhei por várias
    vezes o céu enorme e estrelado e me
    senti acompanhado.
    foi a teu lado que chorei e ri, e quando
    me perdi me mandaste tomar um duche
    de água fria (por causa da Natureza...)
    foi a teu lado que parti vidros e
    gritei e depois adormeci sem saber como, encantado.
    foi a teu lado, ao teu lado, em teu lado
    que cresci e aprendi também a ser assim,
    - pirilampo -
    aquele que pelo escuro se vai iluminando.

     

     

    grimshaw9

     

    September 01

    aguarela vinicius de moraes

     

    Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
    E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
    Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
    E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
    Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
    Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

    Vai voando, contornando
    A imensa curva norte-sul
    Vou com ela viajando
    Havaí, Pequim ou Istambul
    Pinto um barco a vela branco navegando
    É tanto céu e mar num beijo azul
    Entre as nuvens vem surgindo
    Um lindo avião rosa e grená
    Tudo em volta colorindo
    Com suas luzes a piscar
    Basta imaginar e ele está partindo
    Sereno indo
    E se a gente quiser
    Ele vai pousar

    Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
    Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
    De uma América a outra consigo passar num segundo
    Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
    Um menino caminha e caminhando chega num muro
    E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

    E o futuro é uma astronave
    Que tentamos pilotar
    Não tem tempo nem piedade
    Nem tem hora de chegar
    Sem pedir licença muda nossa vida
    E depois convida a rir ou chorar
    Nessa estrada não nos cabe
    Conhecer ou ver o que virá
    O fim dela ninguém sabe
    Bem ao certo onde vai dar
    Vamos todos numa linda passarela
    De uma aquarela que um dia enfim
    Descolorirá

    Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
    Que descolorirá
    E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
    Que descolorirá
    Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
    Que descolorirá

     

     

    blackcat

     

     

    August 24

    sobre o amor aleister crowley

     

    “Portanto, nós consideramos o Amor santo, a religião de nossos corações, a ciência de nossas mentes. Não terá Ele o Seu Rito designado, Seus Sacerdotes e poetas, Seus criadores de Beleza em cor e forma para adorná-Lo, Seus músicos para saudá-Lo? Não deverão Seus Teólogos, adivinhando a natureza Dele, declará-Lo? Não devem mesmo aqueles que apenas varrem o terreno em frente do Seu templo partilhar através disto da pessoa Dele? Não deverá nosso cientista por as mãos Nele, medi-lo, descobrir profundezas, calcular seus cumes, e decifrar as leis de sua Natureza?

    Também para nós de Thelema, que assim treinamos nossos corações e mentes para serem peritos engenheiros daquele arranha-céu, o Amor, o navio para voar até o Sol; para nós o ato de Amor é a consagração do corpo ao Amor. Nós queimamos nosso copo no Altar do Amor, para que mesmo o bruto possa servir à Vontade da Alma. Devemos então estudar a arte do Amor Físico. Não devemos frustrar ou trabalhar mal. Devemos ser frios e competentes como cirurgiões; cérebro, olho e mão, os instrumentos perfeitamente treinados a Vontade. Devemos estudar o assunto abertamente e impessoalmente, devemos ler os tratados, ouvir lições, assistir demonstrações, obter nossos diplomas antes de entrarmos na prática.

    Não queremos dizer o mesmo que o “cristão” quando dizemos “o ato de Amor”. Para nós não é o gesto grosseiro de um homem sofrendo um ataque, não é uma luta, um espasmo sem senso, uma súbita repulsão de vergonha, como é com ele.

    Temos uma arte de expressão; estamos treinados para interpretar a alma e o espírito em termos do corpo. Não negamos a existência do corpo, nem o desprezamos; recusamos, porém, a considerá-lo sob qualquer outra perspectiva que esta: é o órgão do Ente. Deve, no entanto, ser ordenado de acordo com suas próprias leis; aquelas do Ente mental ou moral não se aplicam a ele. Nós Amamos; isto é, nós queremos unir-nos; então um deve estudar o outro, adivinhar toda borboleta pensamento que passa, e oferecer-lhe a flor que ela mais aprecia. O vocabulário do Amor é pequeno, seus termos triviais; buscar novas palavras e frases é ser afetado.

    Mas a linguagem do corpo nunca se exaure; nós podemos falar durante uma hora como uma pestana. Existem coisas íntimas, delicadas, sombras das folhas da Árvore da Alma que dançam na brisa do Amor, tão sutis que nem Keats nem Heine em palavras, nem Brahms nem Debussy em música, puderam dar-lhe corpo. É a agonia de todo artista, quanto maior ele é, maior o seu desespero, pois, não consegue expressar todas essas coisas. E aquilo que não podem fazer, nem uma única vez numa vida de ardor, é feito em toda plenitude pelo corpo que, Amando, aprendeu a lição de como Amar.”

     

     

    cupid_450

     

     

     

     

     

     

    August 15

    poema de amor neruda

     
     
    Áspero amor, violeta coroada de espinhos...
    Arbusto entre tantas paixões erguidas,
    Lança das dores, coroa da ira,
    Por quais caminhos e como te dirigiu a minha alma?
    Por que precipitaste teu fogo doloroso,
    Repentinamente, entre as folhas frias do meu caminho?
    Quem te ensinou os passos que te levaram a mim?
    Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha casa?
    A verdade é que tremeu a noite apavorante,
    A aurora encheu todas as taças com seu vinho
    E o sol estabeleceu sua presença celeste,
    Enquanto o amor cruel me cercava sem trégua,
    Até que padecendo-me com espadas e espinhos,
    Abriu meu coração um caminho ardente.
     
     
    waterh29
     
     
    July 11

    dor liz christine

     
    1957189
     
    Sozinha e vulnerável
    A dor é intragável
    E é patética essa poesia
    Não, na falta de companhia
    Nem existe poesia
    Arte é relação
    E quanto mais pessoas à minha volta
    Mais eu me sinto entregue
    À solidão
    E nem há ódio nem revolta
    Que a inércia me carregue
    Nada faço em depressão
    Quero o prazer de viver de volta
    Porque arte é paixão
    Que sustenta e alimenta
    O desejo
    De viver e criar
    E quando me vejo
    Chorando
    Amar
    Anulando
    A angústia e o vazio
    Porque amor é o sentido
    E sem ele nada crio
    E ele é você
    Meu amor pervertido
    Agora você lê
    O que prefiro esconder
    Os fetiches? A depravação?
    Eu preciso dizer
    Que onde há paixão
    Não existe nunca depravação
    Baixaria
    Não é fuder amando
    Nem escrever poesia
    Estando
    Nua
    Baixaria
    É chorar

    O sofrimento sempre me parece
    Vulgar
    E só amor me abastece
    Para criar
    Odeio a dor
    E adoro me expor
    Para me enxergar
    E me conhecer
    Florescer
    Tão
    Perfumada
    Mergulhada
    Em paixão
    Venha à tona
    Poesia
    Aroma
    Que me guia
    Se não estou apaixonada
    Eu me sinto desnorteada

    July 08

    sem ti eugénio de andrade

     
    E de súbito desaba o silêncio.
    É um silêncio sem ti,
    sem álamos,
    sem luas.

    Só nas minhas mãos
    ouço a música das tuas.
     
     
    artistic-angel
    June 25

    receitas de produtos de limpeza ecológicas

     

    SABÃO LÍQUIDO PARA LOUÇA

     

    • 2 litros de água
    • 1 sabão caseiro ralado
    • 1 colher de Óleo de Rícino
    • 1 colher de Açúcar.

    Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

    DETERGENTE ECOLÓGICO

     

    • 1 pedaço de sabão de coco neutro
    • 2 limões
    • 4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)

    Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, num litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida, esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem. Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor económico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

    DETERGENTE ECOLÓGICO MULTIUSO

     

    • Água
    • Vinagre
    • Amónia líquida (amoníaco)
    • Bicarbonato de sódio e ácido bórico

    Num litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco, uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos.

    DESINFETANTE PARA O WC

     

    • 1 Litro de Álcool (de preferência 70º)
    • 4 Litros de água
    • 1 Sabão Caseiro
    • Folhas de Eucalipto

    Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar.

    AMACIADOR DE ROUPA

     

    • 5 Litros de Água
    • 4 Colheres de Glicerina
    • 1Sabonete ralado
    • 2 Colheres de sopa de Leite de Rosas.

    Ferver 1 litro de água com o sabonete ralado até dissolver. Acrescentar mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina e as 2 colheres de Leite de Rosas. Mexer bem até misturar e depois engarrafar.

    LIMPANDO JANELAS E ESPELHOS: Para limpeza de rotina, use 3 colheres de vinagre diluídas em 11 litros de água quente. Se o vidro estiver muito sujo, primeiro limpe-o com água e sabão. Para secar superfícies, utilize tecido de algodão reutilizado ou jornais velhos. Fonte: Greepeace

    PARA AMACIAR SUAS ROUPAS Adicione ½ copo de vinagre ou ¼ de copo de bicarbonato durante o enxagúe. Fonte: Greepeace.

    LIMPANDO O WC Para limpeza geral da casa de banho, use escova com bicarbonato de sódio e água quente. Para pias, despeje vinagre e deixe descansar durante a noite, enxaguando pela manhã. Para limpar bacias, aplique uma pasta de bórax e suco de limão. Deixe por algumas horas e dê descarga. Ou utilize uma solução forte de vinagre. Fonte: Greepeace.

    PARA LIMPAR VIDROS E TIRAR GORDURA: Use uma solução de vinagre ou limão diluídos em água.

    PARA LIMPAR O FORNO Basta uma solução de água quente com bicarbonato de sódio, que deve ser passada com um pano fino.

    PARA LIMPAR PANELAS E FORMAS QUEIMADAS: Cubra a área com uma fina camada de bicarbonato de sódio e água e deixe descansar por algumas horas antes de lavar.

    OUTRO LIMPADOR PARA JANELAS Misture ½ xícara de álcool, 2 xícaras de água e uma colher de sopa de amoníaco. Coloque luvas e aplique a solução com um pedaço de pano.

    JANELAS E ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO Para manter janelas e esquadrias de alumínio sempre brilhando como novas, é só limpá-las uma vez por mês com uma mistura de óleo de cozinha e álcool, em partes iguais. Em seguida é só passar um pano macio ou flanela.

    LIMPADOR PARA PISOS DE CERÂMICA Misture no seu balde de limpeza, aproximadamente 3,5 litros de água com ¾ de xícara de vinagre branco e ½ xícara de amoníaco. Lave o chão como de costume.

    NO LUGAR DA NAFTALINA A naftalina afecta o fígado e os rins, utilize saquinhos com flores de lavanda no seu lugar.

    DESODORANTE DE AMBIENTE Pode ser substituído por uma solução de ervas com vinagre ou suco de limão. Além de gastar menos dinheiro, você vai estar evitando produtos responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias e alergias. Fonte: WWF Brasil.

     

     naturesgrace

     

     

     

    June 21

    litha

     

    O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.
    Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
    O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.
    Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.

     

     

    BF4103

     
    June 19

    ausencia vinicius de moraes

     
     
    Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
    Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
    No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
    E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
    Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
    Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
    Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
    Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
    Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
    Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
    Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
    Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
    Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
    E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
    Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
    Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
    E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
    Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
     
     
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    June 17

    apagar

     
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    Apagar-me
    diluir-me
    desmanchar-me
    até que depois
    de mim
    de nós
    de tudo
    não reste mais
    que o charme.
     
     
     
     
    June 13

    na orla do mar eugénio de andrade

     

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    Na orla do mar,
    no rumor do vento,
    onde esteve a linha
    pura do teu rosto
    ou só pensamento
    - e mora, secreto,
    intenso, solar,
    todo o meu desejo -
    aí vou colher
    a rosa e a palma.
    Onde a pedra é flor,
    onde o corpo é alma.

     
     
    June 12

    mais liz christine

     
     
    blue_moon
     
     
    Quero dormir
    Esquecer
    Escrever
    Sorrir
    Lua cheia
    Que semeia
    Não quero te exaurir
    Chega de gozar

    Pare de provocar
    E vamos dormir
    Mas se você aguentar
    Por que não...
    até o dia clarear?
     
     
    June 03

    poema de amor neruda

     
     
    Antes de amar-te, amor, nada era meu
    Vacilei pelas ruas e as coisas:
    Nada contava nem tinha nome:
    O mundo era do ar que esperava.
    E conheci salões cinzentos,
    Túneis habitados pela lua,
    Hangares cruéis que se despediam,
    Perguntas que insistiam na areia.
    Tudo estava vazio, morto e mudo,
    Caído, abandonado e decaído,
    Tudo era inalienavelmente alheio,
    Tudo era dos outros e de ninguém,
    Até que tua beleza e tua pobreza
    De dádivas encheram o outon
    o.
     
     
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    May 29

    new dawn fades joy division

     
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    Change of speed, a change of style
    A change of scene, with no regrets
    A chance to watch
    admire the distance
    Still occupied - though you forget
    Different colours, different shades
    Over each mistakes were made
    I took the blame
    Directionless, so plain to see
    A loaded gun won't set you free
    So you say

    We'll share a drink and step outside
    An angry voice and one who cried
    We'll give you everything and more
    The strain's too much,
    can't take much more
    Oh I've walked on water,
    run through fire
    Can't seem to feel it anymore
    It was me - waiting for me
    Hoping for something more
    Me - see me in this time -
    Hoping for something else
     
     
     
    May 18

    dou 2 gatinhos pretos com 1 mesinho

     
    olá!a gata do meu vizinho teve gatinhos e ainda não arranjamos dono para 2,são 2 machos e têm 1 mesinho...se estiverem interessados liguem pro 934021205,961468778,916036510
     
     
     

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    e lá foram os bebes para uma família da Póvoa, vão ter crianças para brincar com eles...sejam felizes meus amores...

    May 13

    excerto de o mundo como vontade e representação schopenhauer

     

     

    ...Qualquer satisfação, o que vulgarmente se chama felicidade, é, na realidade, de essência

    sempre negativa, e de nenhum modo positiva. Não é uma felicidade espontãnea e que chega de

    per si; deve ser sempre o cumprimento dum desejo. Porquanto desejar, isto é, ter necessidade de

    alguma coisa é condição preliminar de todo gozo. Mas, com a satisfação cessa o desejo e,

    portanto, o prazer. A satisfação ou a felicidade, não pode, conseqüentemente, ser outra coisa

    senão a supressão duma dor, duma necessidade; pois a esta categoria pertencem, não apenas os

    sofrimentos reais, manifestos, como também qualquer desejo cuja importunidade nos perturba o

    repouso, além do tédio mortal que da existência nos faz um peso. E depois, como é difícil atingir

    um fim, chegar-se ao que quer que seja! Cada projeto nos opõe dificuldades e exige esforços sem

    conta; a cada passo se acumulam os obstáculos. E quando, finalmente, houvermos superado tudo

    e atingido a meta, que outro resultado teremos obtido afora o nos haver libertado duma dor ou

    dum desejo, isto é, de nos encontrar precisamente no mesmo ponto em que nos encontrávamos?

    Dado diretamente não é senão a necessidade, a dor. A satisfação e o gozo não podem ser

    conhecidos senão indiretamente, por meio da recordação do sofrimento e da recordação passada,

    os quais cessaram com a apresentação dos primeiros. Vem-se a isto que não sentimos, nem

    apreçamos suficientemente, os bens e as vantagens que possuimos de feito, parece-nos que

    devem estar em nós, porque só nos tornam felizes negativamente afastando-nos o sofrimento.

    Não nos apercebemos do seu valor senão quando os perdemos, porque somente a necessidade, a

    privação, o sofrimento são positivos e se fazem sentir diretamente. Eis porque a lembrança dos

    males passados, dissabores, doenças, pobreza, etc., nos é grata: é o único meio de provar o bem

    presente...

     

     

     

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